• Luana Nodari

Dicas para reduzir os sintomas da fibromialgia



A fibromialgia — também conhecida como síndrome fibromiálgica (FM) — é um distúrbio complexo, cujos sintomas incluem:

  • dor crônica e generalizada (afetando músculos, articulações e tendões);

  • hipersensibilidade ao toque ou pressão, em pontos específicos do corpo;

  • fadiga ou cansaço, mesmo após esforços mínimos;

  • sensação de névoa mental;

  • dificuldade de concentração;

  • problemas de memória;

  • dormência, queimação e formigamento nas mãos, braços, pernas e pés;

  • dores de cabeça;

  • síndrome do intestino irritável;

  • má qualidade do sono;

  • rigidez matinal;

  • menstruação dolorosa;

  • maior sensibilidade ao calor e ao frio;

  • depressão;

  • ansiedade.


Tanto as causas quanto a cura definitiva para o transtorno permanecem desconhecidas.


Logo, a pessoa que tem fibromialgia precisa aprender a gerenciar a dor e adotar medidas que permitam o alívio dos sintomas.


No entanto, encontrar os recursos certos — que promovam melhor qualidade de vida e facilitem a convivência com a FM — é um desafio à parte.


Cada paciente apresenta um conjunto singular de sintomas, gatilhos e respostas aos tratamentos. Na prática, isso significa que aquilo que funciona para algumas pessoas é ineficiente para outras.


Infelizmente, não existem “soluções mágicas” ou respostas fáceis à condição.


Contudo, é sempre válido explorar alternativas e buscar ajustes satisfatórios à rotina.


Neste artigo, revelamos 5 dicas acessíveis, que podem amenizar os incômodos da fibromialgia. Confira!


1. Tome um banho quente


O efeito relaxante da água quente alivia a tensão muscular e contribui para a qualidade do sono.


Sempre que tiver oportunidade, utilize uma banheira.


A temperatura ideal de um banho de imersão é de 37° C. Uma dica é não encher a banheira até o limite. Assim, poderá acrescentar mais água quente, quando sentir que a temperatura baixou.


Procure permanecer na imersão por, pelo menos, 30 minutos, potencializando os resultados em seu bem-estar físico e mental.


Se você não dispor de banheira em casa, utilize o chuveiro com alta temperatura. Adote um banquinho que o permita sentar, confortavelmente, enquanto recebe a ducha.


2. Altere sua dieta


evidências de que certos alimentos e nutrientes impactam — positiva ou negativamente — na incidência dos sintomas da fibromialgia.


Isso não significa que existe um cardápio específico para pessoas com a doença.


Mas, conhecer as opções promissoras — bem como saber identificar itens, potencialmente, prejudiciais — pode ser de grande ajuda.


De modo geral, os médicos costumam recomendar uma dieta rica em frutas e vegetais. Boas escolhas incluem:

  • couve;

  • espinafre;

  • alface;

  • rúcula;

  • agrião;

  • repolho;

  • alcachofra;

  • brócolis;

  • banana;

  • figo;

  • pêssego;

  • abacaxi.


Grãos integrais (em especial o trigo-sarraceno), peixes (salmão, sardinha, atum e robalo), gorduras saudáveis (azeite de oliva), oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas) ervas e especiarias (açafrão, gengibre, canela, louro, manjericão, alho…) também figuram entre indicações usuais.


No que se refere aos alimentos e ingredientes que podem agravar ou desencadear sintomas da fibromialgia, destacam-se:

  • glúten;

  • açúcar;

  • glutamato monossódico (intensificador de sabor, presente em molhos e temperos prontos);

  • adoçantes artificiais (como aspartame);

  • gorduras saturadas e gorduras trans;

  • carboidratos refinados;

  • alimentos ultraprocessados;

  • cafeína;

  • álcool.


3. Mantenha um diário de anotações


Adquira o hábito de registrar circunstâncias do seu dia.


É interessante que você pontue informações sobre:

  • quantidade de horas que dormiu;

  • medicamentos que tomou;

  • exercícios físicos realizados;

  • alimentos e líquidos ingeridos;

  • atividades do cotidiano;

  • humor;

  • tipos e intensidade dos sintomas experimentados;

  • nível de energia ou disposição.


Não é preciso fazer uma longa redação sobre seu dia (embora seja uma opção). Você pode adotar uma tabela, um sistema de símbolos, uma agenda com anotações sintéticas… Enfim, encontre o estilo de registro mais adequado ao seu perfil.


Mas, para que serve o diário?


Pessoas com dores crônicas precisam descobrir os gatilhos de sua condição — ou seja, quais são os fatores que desencadeiam as crises.


Registrando as características do seu dia, com o tempo, você conseguirá observar padrões.


Ou seja, irá notar correlações entre a ocorrência — ou não — dos sintomas da fibromialgia e seu respectivo contexto (atividades, escolhas e demais elementos).


Ao associar sintomas a possíveis gatilhos — assim como o bem-estar a determinadas opções —, você poderá adotar uma rotina mais saudável.


Não esqueça de levar o diário em suas consultas ao médico ou psicólogo. Os profissionais da saúde podem lhe ajudar a enxergar padrões que estão passando despercebidos em sua autoanálise.


4. Crie um ritual para o sono


Uma das queixas mais comuns de pacientes com fibromialgia é a má qualidade do sono.


Dormir bem é um desafio, em função dos sintomas da doença (que podem incluir distúrbios como síndrome das pernas inquietas e apneia do sono).


A medicação, sob prescrição médica, costuma ser um importante aliado.


Mas você precisa fazer sua parte, para garantir as melhores condições para um descanso revigorante.


Portanto, busque adotar as seguintes recomendações:

  • vá para a cama e acorde em horários regrados;

  • mantenha seu quarto fresco, silencioso e o mais escuro possível;

  • exclua o celular, computador e televisão do ambiente de repouso;

  • invista em um bom colchão e escolha travesseiros, roupas de cama e edredom confortáveis;

  • opte por refeições leves no jantar;

  • tome um banho relaxante 1 hora antes de deitar;

  • se utilizar medicamento para dormir, programe um alarme para lembrá-lo de tomar o remédio 30 minutos antes de ir para a cama;

  • evite cochilos ao longo do dia.


5. Investigue recursos e terapias alternativas


Tratamento farmacológico, sessões de psicoterapia e mudanças no estilo de vida constituem as estratégias básicas para gerenciamento dos sintomas da fibromialgia.


Contudo, é possível explorar tratamentos complementares, que ajudam a promover alívio das dores, melhorar o humor, combater o estresse e amenizar o cansaço.


Converse com seu médico e verifique quais das seguintes opções podem ser benéficas para seu caso:


Conversar com outros pacientes com fibromialgia (em grupos de apoio ou redes sociais, por exemplo) também é algo que você deve considerar.


A troca de experiências e informações irão lhe auxiliar a descobrir novas técnicas de enfrentamento dos sintomas.


Além disso, o suporte de pessoas que entendem o que você está passando colabora para que você encontre um lugar de pertencimento, de acolhida, onde sua luta é menos solitária.


Deseja conhecer outras dicas para reduzir os sintomas da fibromialgia? Então, continue acompanhando nosso blog e siga nossas redes sociais.


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Luana Nodari

Psicóloga
Neuropsicóloga

 

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