• Luana Nodari

Como saber se estou com síndrome de burnout?




Para saber se você está desenvolvendo a síndrome de burnout é necessário prestar atenção aos sinais de exaustão física, mental e emocional. Semelhantes aos sintomas depressivos, os indícios de esgotamento profissional incluem:

  • sensação de cansaço, o tempo todo;

  • perda do entusiasmo e motivação com o trabalho;

  • pessimismo recorrente;

  • dificuldade para resolver problemas, tomar decisões ou lembrar das coisas;

  • queda na produtividade e desempenho profissional;

  • aumento das situações de conflito com outras pessoas;

  • sensação de apatia/alheamento em ocasiões sociais;

  • preocupação constante com o trabalho (mesmo fora dele);

  • dores de cabeça, tensão muscular ou problemas gastrointestinais;

  • sentimento de insatisfação e perda do prazer com a vida;

  • descuido consigo próprio — comendo pouco ou apenas “besteiras”, dormindo menos que o necessário, adotando uma vida sedentária, aumentando consumo de álcool, café e cigarros, etc.


Todos temos dias ruins. Também é natural que mesmo o “emprego dos sonhos” nos deixe estressados e nos faça querer desistir de tudo — eventualmente.


Falamos em síndrome de burnout quando esses eventos deixam de ser esporádicos para tomarem a forma de um “estilo de vida”.


Ou seja, se você leu os sintomas que descrevemos acima e os identificou como elementos comuns em seu dia a dia, é hora de reavaliar sua rotina e procurar ajuda de um profissional de saúde.


Quais são as causas da síndrome de burnout?


As causas da síndrome de burnout estão associadas ao excesso de atividades profissionais, geralmente acentuadas pela impossibilidade de delegar tarefas, controlar a agenda, definir metas claras e estabelecer equilíbrio entre horas de trabalho e vida pessoal.


Dessa forma, dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da síndrome de burnout, podemos listar:

  • carga de trabalho incompatível com o tempo ideal para cumprí-la ou habilidades pessoais, gerando uma sensação de sobrecarga crônica;

  • ausência de autonomia para tomar decisões, negociar ou, simplesmente, poder dizer “não” para certas demandas;

  • perfeccionismo — que pode provocar constante retrabalho, frustração com resultados e atrasos cumulativos nas entregas;

  • ambiente de trabalho desorganizado — não apenas o espaço, mas também as relações de equipe e chefia;

  • dificuldade de confiar ou solicitar outras pessoas para a realização de serviços;

  • redução significativa no tempo dedicado ao descanso (físico e mental), lazer e convívio com amigos e familiares;

  • passar muito tempo, fora do trabalho, respondendo e-mails, em reuniões ou fazendo horas extras;

  • considerar que há pouco reconhecimento ou recompensa em contrapartida às atividades desempenhadas;

  • divergir de valores e posturas praticados pela empresa — ou seus integrantes;

  • qualificar o trabalho como inútil ou monótono;

  • lidar cotidianamente com situações que representam muito estresse ou perigo — tanto que policiais, bombeiros, professores e profissionais da área de saúde estão entre as profissões mais afetadas pela síndrome de burnout.


Posso ter síndrome de burnout trabalhando em casa?


Pessoas que trabalham em casa, no sistema popularmente chamado de home office, estão especialmente sujeitas à síndrome de burnout. Afinal, nessas circunstâncias, é muito mais difícil estabelecer horários fixos para iniciar e encerrar as atividades profissionais.


Além disso, há o impacto do isolamento social. Sem a convivência típica do ambiente de trabalho — que proporciona trocas, desabafos, colaboração e risadas — é comum que haja uma queda no humor e gradual aumento de estresse.


Também é preciso considerar que, em casa, nem sempre se conta com recursos adequados ao desempenho satisfatório. Nesse quesito, entram tanto as questões de ergonomia dos móveis e local reservado ao escritório quanto as interrupções de outras pessoas que habitam a residência.


É importante enfatizar que pessoas que se dedicam exclusivamente às tarefas domésticas estão, igualmente, propensas à síndrome de burnout. O que determina o esgotamento profissional não é o ramo de atividade, mas sim o excesso de atribuições e exigências.


Contudo, se as causas do estresse não estiverem relacionadas ao trabalho em si — mas a circunstâncias como crises conjugais e dificuldades com os filhos, por exemplo — a definição de síndrome de burnout não se aplica.


Como evitar a síndrome de burnout?


Para evitar a síndrome de burnout é fundamental reduzir ou, se possível, eliminar os fatores responsáveis pelo esgotamento crônico e estresse exacerbado. Isso significa reavaliar atitudes e relações com o ambiente de trabalho.


Se você deseja prevenir ou tratar a síndrome de burnout, comece a dar atenção para os seguintes pontos:


Momentos de lazer e relaxamento


Leve essa exigência bastante a sério, assumindo a responsabilidade de destinar horas específicas de seu dia para se divertir, meditar, praticar algum hobby, se desligar totalmente do trabalho e desestressar.


Planejamento


Agenda caótica, ausência de objetividade e intermináveis listas de tarefas — que contam apenas com a memória para serem lembradas — deixam o “território” propício ao burnout.


Limpe sua mente, organizando sua rotina com antecedência e deixando tudo registrado no papel.


Você se sentirá muito melhor ao definir, de antemão, o que fará na sequência dos dias, aumentando sua habilidade para eleger prioridades e gerenciar o tempo.


Regularidade do sono e alimentação


Definitivamente, você não favorece seu bem-estar ao dormir menos de 8 horas por dia e limitar suas refeições a lanches ou junk food.


Com urgência, crie estratégias para garantir qualidade ao seu sono e uma dieta o mais saudável possível.


Essas, somadas aos exercícios físicos — outro ponto que merece seu empenho —, são as bases indiscutíveis do autocuidado.


Apoio


Se você foi diagnosticado ou suspeita que esteja enfrentando a síndrome de burnout, conversar com um psicólogo irá ajudá-lo.


A terapia cognitivo comportamental (TCC) é bastante recomendada para quem sofre com esgotamento profissional, pois o método inclui o aprendizado de técnicas que permitem a conquista de melhor qualidade de vida.


Trocar experiências com outras pessoas que vivenciam o transtorno também pode ser muito útil. Procure grupos no Facebook sobre síndrome de burnout e experimente participar de algum com o qual se identifique e se sinta acolhido.


Para conhecer outras dicas de cuidados com saúde mental e emocional, acompanhe nossas postagens nas redes sociais.

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Luana Nodari

Psicóloga
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